19 fevereiro 2020
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Milhares de modelos oferecem seu trabalho, para tentar ter maior visibilidade entre as agências, em redes sociais como o Facebook

Um dos erros mais cometidos pelas modelos é o simples fato delas esquecerem de colocar no e-mail o número de telefone para contato

Outro erro detectado é com relação à qualidade das fotos

O mercado de eventos no Brasil vem crescendo a uma velocidade jamais vista. São feiras, casamentos, gravações para TV, receptivos, entre outras modalidades. Com tantos eventos acontecendo, é natural que esta área atraia milhares de modelos – profissionais ou não -, em busca de um lugar ao sol.

E concorrência é grande. Para um job que precise de apenas duas modelos, mais de 150 buscam a vaga, em média. Mas há casos em que houve 600 candidatas para apenas uma vaga.

A ferramenta mais valiosa usada pelas modelos para a busca de jobs é, disparada, a internet. Foi-se o tempo em que a profissional ia até as agências físicas com o book embaixo dos braços em busca de trabalho.

Nos dias de hoje, as agências postam os jobs em grupos específicos de modelos no Facebook e também no Instagram. E é nas redes sociais que milhares de modelos oferecem seu trabalho, para tentar ter maior visibilidade entre as agências.

Quando surge uma vaga postada por uma agência, as modelos correm para enviar material fotográfico e dados, com a esperança de serem chamadas.

Mas, por que a modelo quase nunca é chamada? São vários os fatores e, geralmente, por erros grotescos cometidos por elas próprias.

O publisher Reginaldo Pupo (@reginaldo_pupo), diretor da ClubPress Comunicação Corporativa (@agenciaclubpress), uma agência especializada em assessoria de imprensa para os segmentos de Eventos, Turismo, Gastronomia e Hotelaria, dá algumas dicas e sugestões sobre o que uma modelo nunca pode fazer. Somente assim, ela conseguirá ser vista e chamada pelas agências.

Erros fatais

Segundo Pupo, um dos erros mais cometidos pelas modelos é o simples fato delas esquecerem de colocar no e-mail o número de telefone para contato. “Por incrível que pareça, recebemos diversos e-mails nos quais as pretendentes aos jobs enviam apenas fotos. Algumas delas até acrescentam suas medidas corporais, mas sequer deixam um telefone para a equipe entrar em contato”.

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Quando as modelos percebem que não são chamadas, acabam entrando em contato com as agências para “cobrar”

Outro erro cometido por muitas modelos, de acordo com as agências, é a ação automática de algumas delas

Segundo ele, nesses casos, por mais que o material seja perfeito e a modelo tenha total perfil para o job, as agências costumam ignorar o email e partir para outra. “Na correria do dia a dia, quando as agências precisam de retorno imediato, não dá para o avaliador responder à mensagem solicitando o telefone da pessoa. “O contato telefônico é imprescindível, pois nunca se sabe quanto tempo a pessoa irá demorar para responder a mensagem”, frisa Reginaldo Pupo.

Outra dica que o diretor da ClubPress destaca é sobre a qualidade e quantidade das fotos que compõem o material fotográfico. “O ideal é enviar de 6 a 10 fotos, de corpo inteiro, rosto, frente e de costas. A quantidade é suficiente para que o agente possa fazer uma boa avaliação, com base no material enviado”.

Ainda segundo Pupo, outro erro detectado por sua equipe é com relação à qualidade das fotos. Ele afirma que muitas modelos enviam imagens nas quais ela está muito distante, onde sequer é possível identificar o rosto. “Recebemos muitas fotos onde o principal destaque é a paisagem onde a modelo está e não ela. É bem provável que o avaliador irá descartar esse material”, avalia.

Cobranças

Quando as modelos percebem que não são chamadas, acabam entrando em contato com as agências para “cobrar” sobre o porque não foram chamadas. “Nunca a modelo deve proceder desta forma, até porque nenhuma agência tem a obrigação de contratar. Ao invés de cobrar, a modelo deve fazer um follow up, ou seja, entrar em contato com a agência para confirmar se ela recebeu o material e informações encaminhadas”, sugere Reginaldo Pupo.

Segundo ele, algumas agências já tiveram problemas neste sentido. “Algumas agências parcerias já nos relataram que foram vítimas de calúnia e difamação, por parte de algumas modelos, pelo simples fato de não terem sido chamadas. Elas denigrem a imagem das agências nas redes sociais e passam a desqualificá-las, afirmando que os jobs seriam falsos e que as agências seriam. Muitas, infelizmente, têm esse perfil vingativo e os nomes delas acabam parando em uma lista negra que circula entre as agências e elas certamente nunca mais são chamadas para Jobs”.

Preguiça de ler

Outro erro cometido por muitas modelos, de acordo com as agências, é a ação automática de algumas delas, quando visualizam um job postado na internet, especialmente em grupos do Facebook.

“Muitas delas não leem o que a publicação pede e, automaticamente, escrevem ‘disponível’, sem ver o teor da postagem. O resultado é que na maioria das vezes, elas não têm o perfil desejado pelo job”.

Outro problema encontrado pelas agências é a falta de atenção no envio de e-mails. “Recebemos diversas mensagens nas quais é possível verificar que a modelo enviou a mesma mensagem com cópia para várias outras agências, sem se preocupar em colocar os endereços em cópia oculta. Isso demonstra falta de atenção e é mais um motivo para algumas agências fugirem desse tipo de modelo”, recorda-se Pupo.

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O publisher da ClubPress dá algumas dicas para você

se destacar e ser vista pelas agências, confira:

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– Ao enviar material fotográfico, encaminhe entre 6 a 10 fotos. Nem menos, nem mais. Essa quantidade é suficiente para uma boa avaliação

– Nunca envie a mesma mensagem de email para várias agências. Chame a agência ou o produtor pelo nome. Crie um vínculo.

– Não esqueça de inserir no email seu telefone de contato. Se você for selecionada, é por meio de uma ligação ou WhatsApp que a maioria das agências gosta de entrar em contato.

– Caso não seja chamada para Jobs, não cobre a agência. Envie um email para confirmar se a equipe recebeu sua mensagem.

– Leia atentamente os jobs postados no Facebook. Mesmo que seu tempo seja escasso, preste atenção no que a publicação pede.

Pesquise se a agência possui endereço físico e CNPJ. Desconfie (mas não julgue) se a empresa tem emails do Gmail, Hotmail ou outra conta gratuita. Empresas sérias geralmente têm contas personalizadas, como voce@empresa.com.br

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