25 novembro 2019
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*JÉSSICA AQUINO | ENVIADA ESPECIAL A ILHABELA (SP)

Especialista durante observação de aves em Alcatrazes, que é reconhecida internacionalmente por sua biodiversidade | Jéssica Aquino / Travel for Life

Apesar desta abertura, a permanência de embarcações em seu entorno, o mergulho, o acesso à ilha e a pesca são proibidos pelo ICMBio. Somente receptivos de turismo cadastrados pelo órgão podem explorar o lugar turisticamente | Jéssica Aquino / Travel for Life

Durante as viagens, é possível observar variadas espécies que chegam pelo litoral brasileiro, migratórias do hemisfério norte ou originárias de ilhas isoladas no Atlântico Sul | Jéssica Aquino / Travel for Life

Entre as aves encontradas estão os atobás-pardos, fragatas, gaivotas, albatroz-de-sobrancelha, albatrozes-de-nariz-amarelo, mandrião-chileno, mandrião-parasítico, alma-demestre, bobo-pequeno e bobo-desbore-branco, entre outras espécies | Jéssica Aquino / Travel for Life

Alcatrazes possui o maior ninhal de fragatas do Atlântico Sul, e é área de alimentação para mais de 10 mil aves marinhas | Jéssica Aquino / Travel for Life

Dona de alguns dos cenários mais paradisíacos do Brasil, com belas praias, cachoeiras e trilhas, Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, agora conta com novo atrativo turístico, que irá agradar os turistas que gostam de ter um contato direto com a natureza.

Desde outubro passado, o Arquipélago dos Alcatrazes, distante 40km do centro da cidade, foi aberto para os amantes do Birdwatching, modalidade de avistamento de pássaros que vem crescendo consideravelmente no país.

Dados do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO) indicam que mais de 18% de todas as aves do mundo estão no Brasil. Entre as 1.919 espécies catalogadas no país, 332 habitam o arquipélago de Ilhabela, que abriga uma das maiores reservas de Mata Atlântica conservada do mundo. Somente o Parque Estadual ocupa 85% do território da ilha.

Embora Alcatrazes pertença à vizinha cidade de São Sebastião, agora Ilhabela vem investindo neste segmento tanto em Alcatrazes, como em todo o seu território principal (Ilhabela), para aproveitar a rica e farta variedade de pássaros, que vêm representando um grande potencial para exploração sustentável e de desenvolvimento econômico.

O Arquipélago dos Alcatrazes é reconhecido internacionalmente por sua enorme biodiversidade. São 1.300 espécies de fauna e flora, 100 delas sofrem ameaça de serem extintas. Possui também o maior ninhal de fragatas do Atlântico Sul, e é área de alimentação, reprodução e descanso para mais de dez mil aves marinhas, segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biologia), responsável pela gestão e fiscalização do arquipélago, agora denominado Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes.

Viagens experimentais

Um primeiro grupo, com especialistas e turistas, viajou durante dois dias de aventura, em outubro, para reconhecimento aos principais destinos de observação em mar aberto, com saída para a plataforma continental, a partir de 40 milhas náuticas em mar aberto.

Durante as viagens, foi possível observar variadas espécies que chegam pelo litoral brasileiro, migratórias do hemisfério norte ou originárias de ilhas isoladas no Atlântico Sul. Entre as aves encontradas estão os atobás-pardos, fragatas, gaivotas, albatroz-de-sobrancelha, albatrozes-de-nariz-amarelo, mandrião-chileno, mandrião-parasítico, alma-demestre, bobo-pequeno e bobo-desbore-branco, entre outras espécies.

Alcatrazes é reconhecida internacionalmente por sua enorme biodiversidade. São 1.300 espécies de fauna e flora, 100 delas sofrem ameaça de serem extintas. Possui também o maior ninhal de fragatas do Atlântico Sul, e é área de alimentação, reprodução e descanso para mais de dez mil aves marinhas, segundo informações do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biologia).

A expectativa da prefeitura de Ilhabela é que a implementação da estrutura para receber os turistas de Birdwatching esteja completa para a temporada de verão de 2020. O planejamento inclui a construção de seis torres no Parque Estadual de Ilhabela, em pontos que serão definidos nas próximas semanas.

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Paraíso é aberto ao turismo após

ser bombardeado pela Marinha

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Alvos pintados nos rochedos podem ser vistos | Jéssica Aquino / Travel for Life

O Arquipélago dos Alcatrazes foi oficialmente aberto ao Turismo em 2016 pelo ICMBio após ser utilizado pela Marinha do Brasil, durante décadas, para exercícios de tiro. Até hoje alguns dos alvos pintados nos rochedos podem ser vistos. Mas somente no ano passado o arquipélago começou a ser explorado turisticamente para praticantes do mergulho de flutuação.

Apesar desta abertura, a permanência de embarcações em seu entorno, o mergulho, o acesso à ilha e a pesca são proibidos pelo ICMBio. Somente receptivos de turismo cadastrados pelo órgão podem explorar o lugar turisticamente.

A viagem de barco dura, em média, entre 2h40 e 3h30, dependendo do tipo de embarcação e das condições do mar. Durante o trajeto já é possível observar diversas espécies de aves marinhas. Com sorte, tartarugas, golfinhos e até baleias podem ser vistos no percurso. Os pacotes, que variam de R$ 300 (para avistamento) a R$ 700 (avistamento e mergulho), incluem café da manhã a bordo, almoço, lanches, refrigerantes e sucos.

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A jornalista Jéssica Aquino viajou a Ilhabela a convite da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento de Ilhabela (SP)


 

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