18 julho 2019
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POR ANA PAULA SOUZA MAGRINI *

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Esgotamento psicológico e emocional vêm se destacando nas organizações e no ambiente corporativo, nos mais diversos tipos de trabalhos | Fotos Divulgação

Não é novidade em saber que passamos parte no nosso tempo com o trabalho, vamos além do expediente de 8 horas por dia e passamos a usar as pontas dos dedos, tudo está ali tão fácil, apenas com um clique, estamos conectados por parte das vezes com o e-mail da empresa, um grupo do trabalho, não paramos, estamos o tempo todo, seja dirigindo, na hora de almoço, trabalhando em casa, até mesmo nos finais de semana, para dar conta.

Cada vez mais se exige que sejamos produtivos para alcançarmos e cumprirmos metas, vivemos sobre pressão a maior parte do tempo e não para por aí, temos família, estudos, casa, entre outras inúmeras tarefas, nessa complicada rotina que é viver nos dias atuais.

Sensação de exaustão completa no trabalho tanto física e psicológica, isolamento, angústia para trabalhar e a impressão de que nada do que você faz é satisfatório. O conjunto de sintomas pode estar dentro do nosso dia-a-dia e provavelmente trazer grandes prejuízos, causar adoecimentos entre as pessoas. Vamos além da questão física. E o esgotamento psicológico e emocional vêm se destacando nas organizações e no ambiente corporativo, nos mais diversos tipos de trabalhos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) acaba de incluir no seu novo manual de transtornos mentais o DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) a Síndrome de Bournot, que está  ligada à exaustão profissional, com aumento de casos relacionado a alguma doença mental.

Quando falamos de saúde mental, há uma grande dificuldade de aceitação por parte das empresas, como é o caso da jornalista Izabella Camargo

Estão crescendo em todo o mundo e o Brasil tem um dos maiores índices de afastamento no campo do trabalho. A jornalista Izabella Camargo, que apresentava a previsão do tempo na “Hora 1” no “Bom Dia SP” e “Bom Dia Brasil”, em depoimento à Veja, em janeiro, ela relatou: “Sofri muita incompreensão.

Entre um sintoma e outro, levava laudos para meus chefes pedindo só uma mudança de horário. Voltei de uma licença médica e fui dispensada. Uma doença assim não é bem-vista nas empresas. Algumas preferem até dizer que o funcionário quebrou o pé a confirmar a síndrome”.

Quando falamos de saúde mental, há uma grande dificuldade de aceitação por parte das empresas como podemos ver no relato da jornalista. Afinal, o que é a síndrome de Bournout e como isso pode estar afetando você ou até  mesmo alguém no seu ambiente de trabalho?. O termo em inglês indica esgotamento e está associado a um estado de estresse crônico elevado misturado à depressão.

Há pesquisadores, porém, que consideram Burnout apenas uma forma de depressão no trabalho e não uma doença distinta. Seja uma doença específica ou uma forma de depressão, os efeitos desse mal fazem a pessoa “esgotada” sofrer de ansiedade, podendo levá-la ao isolamento, à perda de amigos, ao afastamento da família, a pedidos de demissão, em alguns casos até a perda do emprego.

Há pesquisadores que consideram a Síndrome de Burnout apenas uma depressão no trabalho e não uma doença distinta

No caso de sintomas que envolvam cansaço extremo, angústia, ansiedade, problemas de sono, irritabilidade, distanciamento e sensação de frustração constante, o indicado é sempre, em primeiro lugar, buscar ajuda profissional com um psicólogo que pode te ajudar a lidar melhor com essas situações e outras que reforçam todo o stress, criando estratégias individuais que vão além do setting terapêutico.

O objetivo é que, por meio da terapia, o paciente consiga aprender essa e outras ferramentas para lidar com o problema. É necessário o acompanhamento de um psiquiatra para o tratamento. É recomendado incluir atividades físicas, meditação, yoga, entre outras formas de promover o bem-estar, físico psíquico e emocional.

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 * ANA PAULA SOUZA MAGRINI é psicóloga, pós graduanda em intervenções precoces pelo CBI of Miami, atua com o modelo de psicoterapia presencial e online.

Instagram: @psianapaulamagrini | Email: psianapaulamagrini@outlook.com | Contato: (11) 97451-1162

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